Cap 5 Ascendentes de Joana cont. 5
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Capítulo 5 Ascendentes de Joana seção 5.6– Os Linden e
Ramming
(uma pesquisa em andamento)
Este Ramo de migrantes escandinavos, belgas e germânicos
ainda está sendo pesquisado mas algumas pistas importantes já foram colhidas.
Seu local de fixação foi o interior do Estado do Rio em Petrópolis Piraí, e
Barra do Piraí. Os registros paroquiais
de Petrópolis indicam que a origem migratória conhecida dos Linden é a cidade
histórica e centro de peregrinação de Trier. Esta é a mais antiga cidade da
Alemanha, tendo sido centro urbano – Augusta Treverorum - desde o Império
Romano, marcado pela Porta Nigra. Foi residência de vários imperadores como
Constantino – construtor de sua catedral- que ocupou o território da tribu dos Trevere,
convertendo-os ao catolicismo. Esta cidade teve importante contingente de
judeus convertidos ao luteranismo no século XIX. (Vem daí a tradição oral
familiar de que temos sangue judeu ou pelo menos de cristãos novos nas veias.
Informação que ainda requer comprovação documental) Sede também de um colégio
jesuíta, os migrantes desta cidade eram em geral cultos e bem educados. Próxima
de Bruxelas, Amsterdam, Paris e Luxemburgo no século XIX, Treveris era uma
cidade cosmopolita com habitantes de várias procedências. Anna Henriqueta, filha de mãe migrante de
Trier, esposa de José Pedro foi quem conviveu com Joanna intensamente. Até
mesmo depois do casamento da filha
convivência continuou e a ela confiou muitos documentos de família. Tradicionalmente
Joanna recorria ao suporte da mãe em Piraí ou Barra do Piraí para ter seus
filhos. No entanto Anna Henriqueta mesma nasceu e foi batizada no ninho dos
Linden, a família de sua mãe, em Petrópolis.
Anna
Henriqueta, esposa de José Pedro Vianna, nasceu a 4/4/1847 e batizada a
20/11/1847 em Petrópolis ( S Pedro de Alcântara) sendo filha de João Henrique
Raming e Marianna Linden Ramming. Padrinhos Frederico Leuzinger e Anna Magdalena
Ahrens. Teve ao menos 4 filhos: Anna aos
35 anos de idade em 1882, Joanna aos 37 anos ( 14/01/1884), José aos 38 anos
em( Piraí 7/7/1885 Bap 24/6/1887) e Rita aos 40 anos de idade em 1887. Supõe-se
que Sezínio Raming Vianna seja o irmão mais velho, talvez nascido em 1880.
Curiosamente os Leuzinger voltaram a ser vizinhos nas década de 1950 a 1960 dos
Raming Vianna Meirelles na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro e mais
tarde em Brasília reencontraram os
Quintella na década de 1980. Os Linden ou Van der Linden eram também judeus de
origem no BENELUX convertidos em Trier ao catolicismo. Certamente fugiram da Bélgica com as guerras religiosas entre Protestantes holandeses e Católicos Belgas
Abaixo vê-se Certidão de
casamento de José Pedro e Anna Henriqueta (Lv 2 Fls 60 e 60v de SJ Baptista do Arrozal)
Herrmann ou Herman é um sobrenome que ocorre na Inglaterra, França, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Eslovênia, Croácia e nas comundades Judaicas Ashkenazi. É um nome composto dos elementos heri, hari ‘army’ + man ‘man’. Pessoas com este sobrenome podem tanto ser católicas, protestantes quanto judias, pois muitas famílias mudaram seus sobrenomes e de religião para se proteger de anti-semitismo. Além disto há tradicionais famílias originalmente prussianas com este sobrenome. No Brasil e na Argentina há pelo menos quatro famílias de origem judaica com este sobrenome. Na família Meirelles se manteve esta tradição oral de haver antepassados judeus e a figura mais provável é Suzana Herrmann.
Numa perseguição posterior aos judeus o Arcebispo Egelbert protegeu a comunidade, aguardando a volta do Imperador Germânico Henrique IV. Nesta ocasião muitos judeus foram assassinados,outros cometeram suicídio, e mesmo católicos, sacerdotes e o arcebispo foram atacados por acobertarem judeus. Mas sucumbindo à pressão o arcebispo convenceu os judeus restantes mudar de nome e converter-se, inclusive seu líder Rabbi Micah. No ano seguinte, com o retorno de Henrique IV muitos mas nem todos retornaram ao judaísmo, nem todos abandonaram seus sobrenomes cristãos, nem todos retornaram a Trier, mas a comunidade judaica enfim se restabeleceu. Data desta época o surgimento do sobrenome Herrmann entre judeus. A Gesta Trevarorum menciona Joshua, um médico (na época denominado físico) Judeu que integrou o séquito do Arcebispo Bruno de Trier (d. 1124). Joshua, que mais tarde converteu-se ao Catolicismo era também matemático e astrônomo. Consta na tradição familiar dos Meirelles que este eclético interesse pelas Ciências promoveu o encontro isento e imparcial de pessoas das mais variadas origens e sistemas de crenças. Joanna Raming Vianna, sua mãe Anna Henriqueta Linden Raming, sua avó Marianna Herrmann Linden e sua bisavó Susanna Herrmann parecem ter mantido um interesse em Ciências e técnicas aplicadas a negócios que foi disseminado pela família. No 12o século a situação econômica dos judeus se firmou permitindo até o surgimento de uma organização comunitária denominada Universitas Judeorum Treverensium, liderada por um “bispo judaico" (*Episcopus Judaeorum) de grande prestígio e autoridade na região. Desta época datam um cemitério comunal e uma Judenstrasse (onde morava uma população mista). Datam de 1235 uma sinagoga e uma casa da comunidade (domus communitatis) . Além de atividades em Ciências ( medicina, astronomia, matemática, física) e vitivinicultura os judeus de Trier se ocuparam de trading and moneylending. O desenvolvimento econômico e ascensão social da comunidade atraiu a cobiça do Arcebispo Heinrich (1260–86), que extorquiu dos judeus mais afluentes uma grande fortuna em 1285. Todavia apesar destes conflitos muita interação cultural aconteceu entre cristãos e judeus que ocasionou até casamentos mistos, além de interpenetração cultural. É sabido que o monge Lambert de Luettich do Monastério de São Mateus em Trier aprendeu hebraico com um mestre judeu com quem trabalhou na decifração de alguns raros manuscritos hebreus. Propriedades de judeus proliferaram na administração liberal do Arcebispo Balduíno (1307–54) que empregou mão de obra qualificada judaica em vários setores. O levante Armleder de 1336, estimulado pela inveja dos gentios alemães com a prosperidade dos judeus, foi contido pelo arcebispo mas prejudicou a comunidade resultando em 1338 com expulsão ou emigração voluntária judia, sobretudo para Luxemburgo e Bélgica, pela imposição de um limite superior ao número de famílias hebréias residentes em Trier a um total de 56. Em 1349 nas perseguições da Peste Negra judeus foram assassinados tendo sua propriedade usurpada promovendo uma fuga em massa da comunidade em pânico. Só em 1356 Carlos IV deu permissão para o retorno dos judeus com alguma compensação e para atrair mais médicos, inclusive conseguindo que o Bispo Boemundo contratasse em 1354 Simeon Jacob de Trier Físico da Corte. Muitos Meirelles seguiram esta tradição profissional nas áreas de ciências e medicina. Na nova expulsão de judeus do bispado de Trier que se iniciou em 1418 uma das instituições expropriadas em 1422 foi um hospital judaico. Intermitentemente os judeus retornam e são expulsos de Trier nos séculos XVI e XVII. Isto fez com que continuassem ocorrendo não apenas migrações forçadas, mas também mudanças de nome, conversões, casamentos mistos de salvação. Em 1723 o Eleitor Franz Ludwig limitou o número de judeus no bispado a 160 reafirmando a autoridade do rabino por uma legislação restritiva. Uma sinagoga foi inaugurada em 1762, numa casa que foi propriedade do R. Mordechai Marx, avô de Karl Marx. Quando os franceses conquistaram Trier em 1794, estabeleceram igualdade civil para os judeus promovendo nona migração judaica para a região da Renânia Palatinado que foi mantida pelos prussianos mesmo após a derrota napoleônica em 1815 até pelo menos 1850. Todavia a decadência econômica de Trier, bem como doenças, na gestão prussiana promoveram grandes movimentos migratórios de todos os treverenses independentemente de sua crença para várias partes do mundo. É nesta época que se casam Susanna Herrmann e João Linden gerando ao menos uma filha Marianna.É possível que com a morte de Susana, João migra viúvo com sua filha para Petrópolis. As futuras pesquisas neste ramo requerem o encontro diversos documentos vitais de João, Marianna e Susana.
Assentos da Catedral de Petrópolis dão testemunho da vida de João Linden
Transcrição:
Aos 11/9/1879 no Oratório de Pinheiro etc...
uni em matrimônio por palavras do presente o Capitão José Pedro Vianna e D Anna Henriqueta
Raming, ele filho legítimo de Manoel José Vianna e D. Joanna Baptista de Jesus,
nascido na freguezia de N S da Victoria em Sergype, morador na Freguezia do
Engenho Novo nesta Corte e Ella filha legitima de João Henrique Raming e D
Marianna Linden Raming, nascida e baptizada em Petrópolis moradora nesta
Freguezia de S J Baptista do Arrozal...
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O pai de Anna Henriqueta (Ninita) João Henrique era um dos migrantes alemães que trabalhou na Fazenda do Pinheiro e que recebeu parte da herança do proprietário da fazenda o Comendador Breves.
O inventário do Comendador José de Souza Breves aponta , falecido em 05/07/1879, em sua Fazenda do Pinheiro, irmão da Baronesa do Piraí (segundo José Lemos chefe do arquivo de Piraí) que Anna Ramming, casada com o José Pedro Vianna, era afilhada do Comendador, como ele diz em testamento que deixou para ela 15 apólices da Dívida Pública do Império no valor de Hum conto de réis cada uma. Anna Henriqueta era chamada de "Ninita", dizia ser moradora na fazenda do Pinheiro com o seu futuro marido o capitão José Pedro Vianna.
Propriedade
do Comendador José Joaquim de Souza Breves, a fazenda São José do
Pinheiro, datada de 1851, foi uma das mais suntuosas e prósperas do Vale
do Paraíba Fluminense. Quando esteve na propriedade em 1859, o viajante
português, Augusto Emílio Zaluar descreveu: "A casa do Sr. Comendador,
não é uma habitação vulgar da roça; é um palácio elegante, e seria mesmo
um suntuoso edifício em qualquer grande cidade. Situada sobre uma
eminência, domina o vasto anfiteatro de montanhas que a circundam, e
revê-se por assim dizer nas águas do orgulhoso Paraíba, que, poucas
braças em frente, murmura seguindo o impulso de sua rápida correnteza.
Duas pontes que se encontram sobre uma ilha no meio do rio, dão passagem
mesmo em face da casa do Sr. Comendador Breves, de uma para outra
margem. O aspecto que esta vista apresenta é realmente pitoresco e faz
um efeito admirável a quem contempla com olhos de artista”. Escadarias
de mármore levavam à varanda em frente a sala de espera, adornada com
retratos de suas majestades, o Imperador e a Imperatriz. No salão nobre
da fazenda havia grandes espelhos de Veneza, ricos candelabros de prata,
lustres, mobília, tudo como os que ornavam os palacetes da Corte, na
capital do Império. Com uma produção de 90 mil arrobas de café, a
fazenda contava com Em 1870, com a chegada do transporte ferroviário,
surgiu a Estação de Pinheiro, e assim ao seu redor, pouco a pouco foram
surgindo algumas moradias, era o início da Vila Pinheiro. Em 1879,
faleceu o Comendador, sem deixar herdeiros.
Dados cronológicos:
1890 - As terras da fazenda foram declaradas de utilidade pública.
1891 - A casa sede foi adquirida pela Fazenda Federal.
1895 - Os moradores da Vila procuraram a Inspetoria Geral de Terras e Colonização para regularizar o domínio útil dos terrenos e fazer novos arrendamentos.
1897 - A Pinheiro foi cedida ao Ministério da Guerra, nela passando a funcionar um Hospital Militar.
1899 - Passou para o Ministério da Agricultura, que em 1909, nela instalou o Posto Zootécnico Federal de Pinheiro.
Hoje, o Casarão encontra-se em ruínas.
Mais detalhes nos sites abaixo:
http://brevescafe.net/pinheiro_adair.htm
http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_rj_ramalsp/locais/pinheiral.htm
http://www.camarapinheiral.com.br/historia.php
http://diariodovale.com.br/colunas/tomaram-as-terras-dos-descendentes-de-escravos-libertos-no-bracui-angra/
http://anais.anpuh.org/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S25.0476.pdf
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O pai de Anna Henriqueta (Ninita) João Henrique era um dos migrantes alemães que trabalhou na Fazenda do Pinheiro e que recebeu parte da herança do proprietário da fazenda o Comendador Breves.
O inventário do Comendador José de Souza Breves aponta , falecido em 05/07/1879, em sua Fazenda do Pinheiro, irmão da Baronesa do Piraí (segundo José Lemos chefe do arquivo de Piraí) que Anna Ramming, casada com o José Pedro Vianna, era afilhada do Comendador, como ele diz em testamento que deixou para ela 15 apólices da Dívida Pública do Império no valor de Hum conto de réis cada uma. Anna Henriqueta era chamada de "Ninita", dizia ser moradora na fazenda do Pinheiro com o seu futuro marido o capitão José Pedro Vianna.
Fazenda São José do Pinheiro - Pinheiral RJ
Propriedade
do Comendador José Joaquim de Souza Breves, a fazenda São José do
Pinheiro, datada de 1851, foi uma das mais suntuosas e prósperas do Vale
do Paraíba Fluminense. Quando esteve na propriedade em 1859, o viajante
português, Augusto Emílio Zaluar descreveu: "A casa do Sr. Comendador,
não é uma habitação vulgar da roça; é um palácio elegante, e seria mesmo
um suntuoso edifício em qualquer grande cidade. Situada sobre uma
eminência, domina o vasto anfiteatro de montanhas que a circundam, e
revê-se por assim dizer nas águas do orgulhoso Paraíba, que, poucas
braças em frente, murmura seguindo o impulso de sua rápida correnteza.
Duas pontes que se encontram sobre uma ilha no meio do rio, dão passagem
mesmo em face da casa do Sr. Comendador Breves, de uma para outra
margem. O aspecto que esta vista apresenta é realmente pitoresco e faz
um efeito admirável a quem contempla com olhos de artista”. Escadarias
de mármore levavam à varanda em frente a sala de espera, adornada com
retratos de suas majestades, o Imperador e a Imperatriz. No salão nobre
da fazenda havia grandes espelhos de Veneza, ricos candelabros de prata,
lustres, mobília, tudo como os que ornavam os palacetes da Corte, na
capital do Império. Com uma produção de 90 mil arrobas de café, a
fazenda contava com Em 1870, com a chegada do transporte ferroviário,
surgiu a Estação de Pinheiro, e assim ao seu redor, pouco a pouco foram
surgindo algumas moradias, era o início da Vila Pinheiro. Em 1879,
faleceu o Comendador, sem deixar herdeiros.Dados cronológicos:
1890 - As terras da fazenda foram declaradas de utilidade pública.
1891 - A casa sede foi adquirida pela Fazenda Federal.
1895 - Os moradores da Vila procuraram a Inspetoria Geral de Terras e Colonização para regularizar o domínio útil dos terrenos e fazer novos arrendamentos.
1897 - A Pinheiro foi cedida ao Ministério da Guerra, nela passando a funcionar um Hospital Militar.
1899 - Passou para o Ministério da Agricultura, que em 1909, nela instalou o Posto Zootécnico Federal de Pinheiro.
1910 - Foi criada a Escola Média de Agricultura, Agronomia e Veterinária de Pinheiro, que formou sua primeira turma em 1914.
1916 à 1918 - Funcionou a Escola Superior de Agricultura e Veterinária.
1918 - Escola Superior de Agricultura e Veterinária, foi transferida para Niterói, sendo inaugurado em Pinheiro, o Curso Complementar Patronato Agrícola, destinado à educação de menores desvalidos.
1941 - Nasce o Aprendizado Agrícola “Nilo Peçanha”.
1968 - O Colégio passou a ser subordinado a UFF (Universidade Federal Fluminense).
1985 - O antigo prédio da Fazenda e suas terras, foram cedidas pelo Ministério da Agricultura a esta Universidade, por 20 anos.
1916 à 1918 - Funcionou a Escola Superior de Agricultura e Veterinária.
1918 - Escola Superior de Agricultura e Veterinária, foi transferida para Niterói, sendo inaugurado em Pinheiro, o Curso Complementar Patronato Agrícola, destinado à educação de menores desvalidos.
1941 - Nasce o Aprendizado Agrícola “Nilo Peçanha”.
1968 - O Colégio passou a ser subordinado a UFF (Universidade Federal Fluminense).
1985 - O antigo prédio da Fazenda e suas terras, foram cedidas pelo Ministério da Agricultura a esta Universidade, por 20 anos.
1986 - Um incêndio de grandes proporções, destruiu parcialmente a sede da Fazenda, tendo o fato se repetido em 1990.
Hoje, o Casarão encontra-se em ruínas.
Mais detalhes nos sites abaixo:
http://brevescafe.net/pinheiro_adair.htm
http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_rj_ramalsp/locais/pinheiral.htm
http://www.camarapinheiral.com.br/historia.php
http://diariodovale.com.br/colunas/tomaram-as-terras-dos-descendentes-de-escravos-libertos-no-bracui-angra/
http://anais.anpuh.org/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S25.0476.pdf
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| João Baptista Linden (1809 - 1855) em 1829 |
As raízes judaicas da família
Herrmann ou Herman é um sobrenome que ocorre na Inglaterra, França, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Eslovênia, Croácia e nas comundades Judaicas Ashkenazi. É um nome composto dos elementos heri, hari ‘army’ + man ‘man’. Pessoas com este sobrenome podem tanto ser católicas, protestantes quanto judias, pois muitas famílias mudaram seus sobrenomes e de religião para se proteger de anti-semitismo. Além disto há tradicionais famílias originalmente prussianas com este sobrenome. No Brasil e na Argentina há pelo menos quatro famílias de origem judaica com este sobrenome. Na família Meirelles se manteve esta tradição oral de haver antepassados judeus e a figura mais provável é Suzana Herrmann.
Em Trier há
evidências arqueológicas da presença de judeus desde o século III D.C. Só no
século VI é que se confirma um primitivo assentamento judeu no local. Mas a
primeira evidência histórica data de 1066, quando a morte repentina do
perseguidor arcebispo Eberhard, em pleno
altar, salvou os judeus de expulsão, pelo que foram acusados de supostas atividades de magia negra para matá-lo. Em 10
de abril de 1096, no primeiro dia de Páscoa, Pedro d ‘ Amiens, o Eremita ,
surgiu diante da porta de Trier com uma carta das comunidades judaicas de
França solicitando provisões aos judeus para a Primeira Cruzada, tendo sido
generosamente atendido pela judiaria. Tratava-se da componente não-oficial
desta expedição, a malograda Cruzada Popular ou Cruzada
dos Mendigos, e Pedro
foi um dos seus poucos sobreviventes. Só depois de aderir à Cruzada
dos Nobres é que conseguiu
cumprir o seu voto de cruzado de visitar o Santo Sepulcro em Jerusalém, com o restante da ajuda dos judeus
de Trier.
Numa perseguição posterior aos judeus o Arcebispo Egelbert protegeu a comunidade, aguardando a volta do Imperador Germânico Henrique IV. Nesta ocasião muitos judeus foram assassinados,outros cometeram suicídio, e mesmo católicos, sacerdotes e o arcebispo foram atacados por acobertarem judeus. Mas sucumbindo à pressão o arcebispo convenceu os judeus restantes mudar de nome e converter-se, inclusive seu líder Rabbi Micah. No ano seguinte, com o retorno de Henrique IV muitos mas nem todos retornaram ao judaísmo, nem todos abandonaram seus sobrenomes cristãos, nem todos retornaram a Trier, mas a comunidade judaica enfim se restabeleceu. Data desta época o surgimento do sobrenome Herrmann entre judeus. A Gesta Trevarorum menciona Joshua, um médico (na época denominado físico) Judeu que integrou o séquito do Arcebispo Bruno de Trier (d. 1124). Joshua, que mais tarde converteu-se ao Catolicismo era também matemático e astrônomo. Consta na tradição familiar dos Meirelles que este eclético interesse pelas Ciências promoveu o encontro isento e imparcial de pessoas das mais variadas origens e sistemas de crenças. Joanna Raming Vianna, sua mãe Anna Henriqueta Linden Raming, sua avó Marianna Herrmann Linden e sua bisavó Susanna Herrmann parecem ter mantido um interesse em Ciências e técnicas aplicadas a negócios que foi disseminado pela família. No 12o século a situação econômica dos judeus se firmou permitindo até o surgimento de uma organização comunitária denominada Universitas Judeorum Treverensium, liderada por um “bispo judaico" (*Episcopus Judaeorum) de grande prestígio e autoridade na região. Desta época datam um cemitério comunal e uma Judenstrasse (onde morava uma população mista). Datam de 1235 uma sinagoga e uma casa da comunidade (domus communitatis) . Além de atividades em Ciências ( medicina, astronomia, matemática, física) e vitivinicultura os judeus de Trier se ocuparam de trading and moneylending. O desenvolvimento econômico e ascensão social da comunidade atraiu a cobiça do Arcebispo Heinrich (1260–86), que extorquiu dos judeus mais afluentes uma grande fortuna em 1285. Todavia apesar destes conflitos muita interação cultural aconteceu entre cristãos e judeus que ocasionou até casamentos mistos, além de interpenetração cultural. É sabido que o monge Lambert de Luettich do Monastério de São Mateus em Trier aprendeu hebraico com um mestre judeu com quem trabalhou na decifração de alguns raros manuscritos hebreus. Propriedades de judeus proliferaram na administração liberal do Arcebispo Balduíno (1307–54) que empregou mão de obra qualificada judaica em vários setores. O levante Armleder de 1336, estimulado pela inveja dos gentios alemães com a prosperidade dos judeus, foi contido pelo arcebispo mas prejudicou a comunidade resultando em 1338 com expulsão ou emigração voluntária judia, sobretudo para Luxemburgo e Bélgica, pela imposição de um limite superior ao número de famílias hebréias residentes em Trier a um total de 56. Em 1349 nas perseguições da Peste Negra judeus foram assassinados tendo sua propriedade usurpada promovendo uma fuga em massa da comunidade em pânico. Só em 1356 Carlos IV deu permissão para o retorno dos judeus com alguma compensação e para atrair mais médicos, inclusive conseguindo que o Bispo Boemundo contratasse em 1354 Simeon Jacob de Trier Físico da Corte. Muitos Meirelles seguiram esta tradição profissional nas áreas de ciências e medicina. Na nova expulsão de judeus do bispado de Trier que se iniciou em 1418 uma das instituições expropriadas em 1422 foi um hospital judaico. Intermitentemente os judeus retornam e são expulsos de Trier nos séculos XVI e XVII. Isto fez com que continuassem ocorrendo não apenas migrações forçadas, mas também mudanças de nome, conversões, casamentos mistos de salvação. Em 1723 o Eleitor Franz Ludwig limitou o número de judeus no bispado a 160 reafirmando a autoridade do rabino por uma legislação restritiva. Uma sinagoga foi inaugurada em 1762, numa casa que foi propriedade do R. Mordechai Marx, avô de Karl Marx. Quando os franceses conquistaram Trier em 1794, estabeleceram igualdade civil para os judeus promovendo nona migração judaica para a região da Renânia Palatinado que foi mantida pelos prussianos mesmo após a derrota napoleônica em 1815 até pelo menos 1850. Todavia a decadência econômica de Trier, bem como doenças, na gestão prussiana promoveram grandes movimentos migratórios de todos os treverenses independentemente de sua crença para várias partes do mundo. É nesta época que se casam Susanna Herrmann e João Linden gerando ao menos uma filha Marianna.É possível que com a morte de Susana, João migra viúvo com sua filha para Petrópolis. As futuras pesquisas neste ramo requerem o encontro diversos documentos vitais de João, Marianna e Susana.
Assentos da Catedral de Petrópolis dão testemunho da vida de João Linden
175
|
Theodorus
Linden
|
Johannes Linden x Elisabetha
|
1
|
42v
|
28.jul.1849
|
Em 28 de
julho de 1849 João Linden (já com 40
anos) e Elisabetha batizam seu primeiro filho Theodoro nascido 7 de maio de
1849. Na certidão de batismo abaixo, redigida em latim, lavrada em Petrópolis (
S Pedro de Alcântara) vê-se ainda os nomes dos padrinhos Elizabetha Tapper e
Joseph Balder.
Nesta época os assentos eram redigidos em latim como se vê abaixo.

Observe-se que desde os romanos os Treveri e por vezes Suevi eram considerados como habitantes da Galia Belgica, por oposição à duas outras partes descrotas por Júlio César, que são a Gália Celtica e a Aquitânia. Nunca foram considerados Germanos. E desde a Idade Média foi uma cidade Independente.
Ambos ainda tiveram um filho João Gustavo Linden em 1852.
Registros de Matrimônios da Freguesia de São Pedro
de Alcântara (PETRÓPOLIS-RJ), Imperial Colônia de Petrópolis: LIVRO 1 - 269 Joaquim José Soares de Siqueira x Anna Maria
Linden 2 setembro 1861 ele filho de José
Joaquim Soares e Florippes Maria de Jesus # ela com 18 anos filha de João Linden falecido (1855) e Isabel
linden de TRIER (Tréveris fundada no século I a.C.
como Augusta Treverorum, supostamente pelo próprio imperador Augusto) no
Mosel, na divisa Luxemburgo França. (kreisfreie
Stadt) ou distrito urbano (Stadtkreis). Pertenceu ao Dep Sarre na
França e ao estado de Renânia-Palatinado na Alemanha.
O COLONO LINDEN
Recém chegado no Brasil o Belga João
linden havia recebido o prazo de terra 56 na Villa Imperial. Registro na Cia
Imobiliária de Petrópolis garante o aforamento do prazo de terra concedido por
D. Pedro II e o destino dado ao mesmo após a morte de João Linden, cujos
herdeiros eram; ADÃO LINDEN, ROBERTO LINDEN, THEODORO LINDEN E ANA MARIA
LINDEN. O prazo de terra ficava localizado na Rua do Imperador com esquina para
a Rua Paulo Barbosa e hoje pertence a família de Eduardo Simão.
No mapa abaixo vê-se a
localização do prazo de terra.
Nesta cidade João Henrique Raming e Marianna Linden viveram até o casamento de Anna Henriqueta , que por sua vez vinha ter seus filhos em Barra do Pirahy onde seus pais foram morar. Naturais de Trier cidade livre recentemente retirada do domínio frances e sendo reincorporada á Prússia os Linden cultuavam a bandeira abaixo com a cruz de São Jorge e os leões dos brasões da Renânia Palatinado e do Sarre como símbolo de sua origem.
Nesta cidade João Henrique Raming e Marianna Linden viveram até o casamento de Anna Henriqueta , que por sua vez vinha ter seus filhos em Barra do Pirahy onde seus pais foram morar. Naturais de Trier cidade livre recentemente retirada do domínio frances e sendo reincorporada á Prússia os Linden cultuavam a bandeira abaixo com a cruz de São Jorge e os leões dos brasões da Renânia Palatinado e do Sarre como símbolo de sua origem.
Cronologia
de João Linden e Marianna Linden Raming
Hipótese
de relaçãoPai Filha
Ano
|
Eventos
na Vida de João Linden
|
1809 a
1829
|
João
Nasce na Belgica ou Luxemburgo ou Trier seus pais Balthazar e Anna Maria
Linden migram para Trier Francesa, atraídos pela prosperidade do período
Frances (1797 a 1814) João casa-se com Susanna Herrmann uma jovem
hebraica
|
1830
|
Possível
ano de Nascimento Marianna Linden Possívelmente em Trier do primeiro
casamento com Susanna Herrmann
|
1835
|
20/12
Joan Batista Linden, Belga chega ao Rio de Janeiro na Galeota Clemence (163
ton) proveniente da Antuerpia
|
1831 -
1840
|
Falece
Susanna Herrmann. A Revolução belga contra o domínio holandês, opondo os
católicos belgas aos protestantes,
incorpora Luxemburgo a Belgica o que promove uma lenta recuperação
econômica de Trier, mas oferece ao menos um ambiente pacífico sob
administração Prussiana que permite o planejamento da migração de muitos
refugiados para o Brasil.
|
1841 -
1842
|
União
de João com Elizabetha (Isabel) Hansen que provoca possível rompimento com
Marianna Linden a filha do primeiro casamento.
|
1843
|
Nasce
Anna Maria Linden do segundo casamento
|
1845
|
Migração
para o Brasil. João recebe Prazo de Terra nr 56 no quarteirão Villa Imperial
no atual Centro Histórico, próximo a R Tereza.
|
1846
|
União
ou casamento de Marianna com João Henrique Raming
|
1847
|
João
formaliza casamento católico com Isabel
13/10/1847 (L 1p86 CSPA) Nasce
Anna Henriqueta filha de Marianna com João Henrique Raming B 20/11/1847 N
4/4/1847
|
1849
|
Nasce
Theodoro filho de João com Isabel B 28/7/1849 N 7/5/1849
|
1852
|
Nasce
João Gustavo filho de João com Isabel
B28/11/1852, N22/11/1852 Falece
Isabel.
|
1853
|
João se
casa com Margaretha Schmitz (terceiro casamento)10/5/1853
|
1854
|
João
separa-se de Margaretha
|
1855
|
Falece
João Linden aos 46 anos de idade 28/10/1855
de cólera morbo (epidemia que grassou no estado o Rio de Janeiro)
|
1861
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Casa-se
Anna Maria com Joaquim José Soares de Siqueira. 2/8/1861 Margaretha registra filho
natural. 14/8/1861
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Documentos Brasileiros Chave
faltantes
1)
Casamento de João Henrique Raming com
Marianna Linden em Petrópolis (1845 a 1846) São José do Rio Preto
2)
Óbitos de João Henrique Raming e Marianna
Linden em Piraí ou Petrópolis (1855 – 1875)
Cronologia Alemã e a vida de João Linden
Para entender
a razão da migração dos Linden e Raming para o Brasil é necessário entender a
conturbação provocada por Napoleão, o maior assassino em massa da Europa no
século XIX, na região dos vales do Reno e Mosel. A cronologia abaixo reúne os
principais fatos desta época nesta parte do mundo.
1789 - 1799 a revolução francesa
é inicialmente bem recebida mas logo é rejeitada
1796 - França controla a margem esquerda ( occidental) de Reno tomando-a da Prússia.
1797-1828 - Frederick
William III Rei da Prússia;
fraco e vacilante tenta a neutralidade nas Guerras Napoleonicas
- Só 6 das cerca de 50 Cidades Livres Imperiais escapam da eliminação.
- Todas as propriedades eclesiásticas da Alemanha são abolidas
- Schiller publicaWilliam Tell, inspirando a patriótica resistência anti-França.
1806 – Napoleão encerra Sacro Império Romano
- - Confederação do Reno é criada
- - Prussia se une à Quarta Coalisão contra Napoleão
- - Napoleão derrota a Prússia em Jena
1807-8 - Fichte publica Addresses to the German Nation, clamando
pela união ativa dos alemães
1807 - Tratados
de Tilsit entre
Napoleão e a Prussia tornam a Prussia um
estado vassalo da França e perde muito território.
1813 - Turning point para o nacionalismo alemão.
1812 - 1814 –Sétima Coalisão inclui os estados germãnicos .
- - Confederação Alemã é formada.
1815-98 - Otto
von Bismarck, domina a politica da Prússia, (1862–90); unificação
Germany (1871); maintem a paz na Europa pelo equilíbrio de poder (1871–90)
1816-18 - Constituições em Saxe-Weimar, Bavaria e Baden
1819 - August
von Kotzebue assassinado;
contra ataque conservador impedindo avanços liberais com os Carlsbad Decrees
1830 - Revoltas em Hesse, Brunswick, and Saxonia removem reis e criam
constituições liberais.
1839 -Tratado de Londres. Grã-Bretanha,
Prussia e outras potências garantema neutralidade daBélgica; Alemanha viola este tratado em 1914, o qoe faz a
Grã Bretanha declarar Guerra a Alemanha.
1841 - Friedrich
List, National
System of Political Economy advoga o nacionalismo econômico na Alemanah
unificada.
1848 - 1849 –Revoluções
de 1848 na Alemanha
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| Brasão de Trier |
Impactos
sobre TRIER e sobre os Linden
Observe-se que desde os romanos os Treveri e por vezes Suevi eram considerados como habitantes da Galia Belgica, por oposição à duas outras partes descrotas por Júlio César, que são a Gália Celtica e a Aquitânia. Nunca foram considerados Germanos. E desde a Idade Média foi uma cidade Independente.
Tratados Basel e Campo
Formio em 1797 Trier
se torna de facto uma cidade francesa. A Universidade
de Trier é
dissolvida. Em1798 torna-se a capital do Département
de la Sarre. Com o Tratado
de Lunéville em 1801,
Trier se torna de
jure uma
cidade francesa. Em1801, Napoleon
Bonaparte assina a
concordata com o Papa
Pio VII, e cria
a diocese de Trier. Com território idêntico ao Département de la Sarre, muito menor que o Arcebispado
de Trier em 1794.
Em 1802, um bispo frances Charles Mannay assume a diocese and, in 1803, a
primeira missa desde 1794 é celebrada na Catedral
de Trier. Napoleão
visita Trier em 1804. Nesse período a
Trier francesa prospera.
In 1814
Trier é tomada por tropas Prussianas . Com a derrota final de Napoleão, as fronterias de 1792 são
restauradas nos tratados de Paris de 1814 and 1815. Faz parte do Reino
da Prussia in 1815 e do oGrão Ducado do Baixo Reno. Regierungsbezirk Trier criado. Trier entra em declínio continuo até 1840.
A partir
de 1840 a situação de Trier começa
lentamente a melhorar quando Luxemburgo, mercado de produtos ‘made in Trier’
se une à União Alfandegária Alemã German Customs Union in 1842. Sua população de 15,500 produzia artefatos de couro, tecidos, vinho, e tabaco. Surgem
nesta época siderúrgicas e linhas de barcos no Mosel interligando Trier a
Koblenz e Metz. Nada disto impediu a
migração contínua desde 1809 até 1845 de alemães para o Brasil em busca de paz
e oportunidade de progresso.
Presume-se
que os Linden se assentam m Trier provenientes da Bélgica e Luxemburgo.
Naturalmente os assentados no período napoleônico se uniram a nativos
germânicos. Tal deve ter sido o caso de João Linden com Susana Herrmann com
quem teve a primeira filha Marianna, mãe
de ANNA HENRIQUETA. Com a decadência da Trier prussiana os Lindem e outros
migram para o Brasil.
"Origem dos Colonos de Petrópolis"
Dom Pedro I adquiriu a Fazenda do Córrego Seco, nucleo de
Petrópolis, do sargento-mor José Vieira Afonso, (escritura lavrada em 6 /02/
1830 cartório Manuel Marques Perdigão).
Dom Pedro II herdou esta fazenda conforme documento de 16 de outubro de 1841. Em 16 de março de 1843 o Imperador assinou o seguinte decreto:
"Tendo Aprovado o plano que Me apresentou Paulo Barbosa da Silva, do Meu Conselho, Oficial Mor, e Mordomo da Minha Imperial Casa, de arrendar a Minha Fazenda denominada "Córrego Seco" ao Major de Engenheiros Koeler, pela quantia de um conto de réis anual, reservando um terreno suficiente para nele se edificar um Palácio para mim, com suas dependências e jardins, outro para uma povoação que deverá ser aforada a particulares, e assim como cem braças dum e doutro lado da estrada geral, que corta aquela Fazenda, o qual deverá também ser aforado a particulares, em datas ou prazos de cinco braças indivisíveis, pelo preço por que se convencionarem, nunca menos de mil réis por braça:
"Hei por bem autorizar o sobredito Mordomo a dar execução ao dito plano sob estas condições. E outrossim o autorizo a fazer demarcar um terreno para nele se edificar uma igreja com a invocação de São Pedro de Alcântara, a qual terá uma superfície equivalente a quarenta braças quadradas, no lugar que mais convier aos vizinhos e foreiros, do qual terreno lhes faço doação para este fim e para o cemitério da futura povoação. Ordeno portanto ao sobredito Mordomo que proceda aos ajustes e escrituras necessárias, nesta conformidade com as devidas cautelas e circunstâncias de localidades e outrossim que forneça às minhas expensas os vasos sagrados e ornamentos para a sobredita Igreja, logo que esteja em termo de nela se poder celebrar."
Dom Pedro II herdou esta fazenda conforme documento de 16 de outubro de 1841. Em 16 de março de 1843 o Imperador assinou o seguinte decreto:
"Tendo Aprovado o plano que Me apresentou Paulo Barbosa da Silva, do Meu Conselho, Oficial Mor, e Mordomo da Minha Imperial Casa, de arrendar a Minha Fazenda denominada "Córrego Seco" ao Major de Engenheiros Koeler, pela quantia de um conto de réis anual, reservando um terreno suficiente para nele se edificar um Palácio para mim, com suas dependências e jardins, outro para uma povoação que deverá ser aforada a particulares, e assim como cem braças dum e doutro lado da estrada geral, que corta aquela Fazenda, o qual deverá também ser aforado a particulares, em datas ou prazos de cinco braças indivisíveis, pelo preço por que se convencionarem, nunca menos de mil réis por braça:
"Hei por bem autorizar o sobredito Mordomo a dar execução ao dito plano sob estas condições. E outrossim o autorizo a fazer demarcar um terreno para nele se edificar uma igreja com a invocação de São Pedro de Alcântara, a qual terá uma superfície equivalente a quarenta braças quadradas, no lugar que mais convier aos vizinhos e foreiros, do qual terreno lhes faço doação para este fim e para o cemitério da futura povoação. Ordeno portanto ao sobredito Mordomo que proceda aos ajustes e escrituras necessárias, nesta conformidade com as devidas cautelas e circunstâncias de localidades e outrossim que forneça às minhas expensas os vasos sagrados e ornamentos para a sobredita Igreja, logo que esteja em termo de nela se poder celebrar."
O s
migrantes germânicos de Petrópolis arribaram em dois grupos: O grupo pioneiro em 1837 (Estes eram 235 que vieram no navio "Justine" provenientes do
HAVRE para a Austrália, mas se amotinaram em virtude das más condições de
transporte e o comandante fez uma escala para que desembarcassem no porto do
RIO. Diante deste fato Júlio
Frederico Koeler propôs seu aproveitamento na construção da Estrada do Itamarati
para demonstrar a superioridade da mão de obra livre sobre a servil.), e o grupo principal em 1845(Estes
eram 2.111 em 13 navios e vieram como resultado do sucesso da empreitada do
grupo pioneiro em contrato da Casa Dunquerque, Charles Delarue & Cia ).
Os navios que vieram em 1845 eram
os seguintes:.
- em 13 de junho de 1845, aportava ao Rio de Janeiro o primeiro navio "Virginie", com 161 colonos. Seguiram-se mais 12 navios:
- em 20 de julho, o "Marie", com 169 colonos.
- em 21 de julho, o "Leopold", com 225 colonos
- em 24 de julho, o "Curieux", com 190 colonos
- em 25 de julho, o "Agripina", com 210 colonos
- em 26 de julho, o "Marie Louise", com 217 colonos
- em 11 de agosto, o "Jeune Leon", com 170 colonos
- em 26 de agosto, o "George", com 208 colonos
- em 01 de setembro, o "Mary Queen of Scott", com 210 colonos
- em 07 de setembro, o "Daniel", com 171 colonos
- em 07 de Setembro o "Odim", com 182 colonos
- em 16 de Outubro, o "Pampa", com 137 colonos
- em 08 de novembro, o Fyen", com 68 colonos
Desse total de 2.318, 75 faleceram antes de tomar destino, a maioria de febre
tifóide; 106 seguiram para o Rio Grande do Sul; 26 permaneceram na Côrte,
e os restantes 2.111 foram para Petrópolis.
A COLONIZAÇÃO ALEMÃ
(Na verdade várias nacionalidades são denominadas incorretamete alemãs já que sequer existia formlamente a Alemanha nesta época)
Na primeira metade dos anos 1800, as conseqüências sociais e econômicas da Revolução Francesa, da Abolição da Escravatura e da Revolução Industrial, resultaram numa difícil condição de vida para os povos de língua alemã. A população estava politicamente desiludida e havia discórdia por toda a parte. Ricos e pobres endividados, o desemprego era grande no Rhur, o coração do aço alemão, com muitos problemas nas minas de carvão. Salvo os que viviam da vinicultura, uma parte da população, que, movida pela esperança de vida melhor, deixou tudo e partiu para as Américas. A maioria dos colonos que chegou a Petrópolis era natural de aldeias localizadas nos bispados de Treves e Mogúncia, na Renânia e Westphália, (Grão-Ducado de Hesse-Darmstadt e no Ducado de Nassau), região atualmente conhecida pelo nome de Hunsrück, localizada na confluência dos rios Reno e Mosel.
Em 1837, aportou no Rio de Janeiro o navio Justine com 238 imigrantes alemães em viagem para a Austrália. Devido aos maus tratos sofridos a bordo, eles resolveram não seguir viagem, permanecendo no Rio de Janeiro. O Mj Köeler soube da ocorrência e se entendeu com a Sociedade Colonizadora do Rio de Janeiro para trazer os imigrantes para trabalhar na abertura da Estrada Normal da Estrela, pagando uma indenização ao capitão do navio. Assim, foi dada permissão aos colonos de desembarcarem no Rio de Janeiro. Estes, sob as ordens de Köeler, estiveram primeiramente trabalhando no Meio da Serra, depois foram para o Itamarati.
A segunda leva de colonos foi planejada pelos presidentes da província João Caldas Viana e Aureliano Coutinho para trabalhar em obras na província, mas eles acabaram em Petrópolis, locando no terreno, o plano urbanístico traçado por Köeler. Foram 600 casais de colonos alemães contratados em 1844, exigindo-se que fossem artífices e artesãos com experiência.
Treze navios deixaram Dunquerque com 2.338 imigrantes, o primeiro deles chegando ao porto de Niterói em 13 de junho e o último, em 7 de novembro de 1845, sendo os imigrantes alojados em barracões ao lado da igreja matriz.(8, p.8) Acertados os trâmites legais, eles foram transferidos para o Arsenal de Guerra do Rio, onde se acha hoje instalado o Museu Histórico Nacional, ficando por lá alguns dias e, então, seguiram viagem pela baía da Guanabara e pelo rio Inhomirim, até o Porto da Estrela. De lá, para o Córrego Seco, foram a pé ou a cavalo, com escalas na Fábrica de Pólvora e no Meio da Serra, onde existiam ranchos para os viajantes.
Muitos dos colonos que deixaram Dunquerque não chegaram a Petrópolis em conseqüência do mau passadio a bordo e do surto de febres nos depósitos. Outros, especialmente crianças, não resistiram à penosa subida da serra e foram enterrados pelo caminho. O diplomata belga, Auguste Ponthos, em seu livro “Avaliação sobre o Brasil”, afirma que 252 imigrantes morreram, sendo 56 nos portos ou na viagem para Petrópolis. (8, p. 83)
Vieram muito mais alemães católicos do que protestantes. No dia 19 de outubro de 1845, na praça Koblenz, dia de São Pedro de Alcântara, num altar ornamentado com flores silvestres, o Padre Luís Gonçalves Dias Correia celebrou uma missa para os católicos e o pastor Frederico Ave-Lallemant professou um culto para os protestantes. O Presidente da Província, Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho, compareceu a essa solenidade, tendo feito um grande elogio ao trabalho dos colonos.
Foram muitas as dificuldades iniciais. Logo que aqui chegaram foi necessária a compra de 200 cabras para alimentar as crianças, já que suas mães não tinham leite, devido às agruras da viagem. Köeler planejou uma colônia agrícola em Petrópolis sem estudo prévio da geologia do terreno que resultou no fracasso do empreendimento. Os colonos abriram estradas, derrubaram matas para a construção de residências e semearam suas hortas para consumo e foram utilizados nas obras públicas, retificando os rios, drenando os lodaçais e construindo os prédios da povoação.
Para os alemães se sentirem à vontade e se lembrarem de sua terra, Köeler repetiu os nomes das regiões de origem na Alemanha nos quarteirões da cidade como Mosela, Palatinado, Westphalia, Renânia, Nassau, Bingen, Ingelheim, Darmstadt, Woerstadt, Siméria, Castelânia Westphalia e Worms. Além disso, homenageou as diversas nacionalidades de outros colonos, dando-lhes nomes nos quarteirões: Quarteirão Francês, Suíço e Brasileiro. Hoje, os descendentes dos colonos estão por toda a cidade e seus nomes de família podem ser encontrados no Obelisco do centro da cidade, nos guias telefônicos e dão nomes a ruas e praças. O progresso dos colonos alemães dinamizou Petrópolis, contribuindo para o seu desenvolvimento. O seu trabalho e a sua lembrança fazem parte da cidade.
3.2 OUTROS IMIGRANTES COLONIZADORES
Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico, a princípio, cada uma fechadas em suas famílias, mas pouco a pouco, se integrando como também aconteceu em todo o Brasil.
Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio. Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.
Os franceses não vieram todos juntos e foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria como as cruzes da Catedral de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.(9, p.37)
No início, os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade. Aos poucos foram se aproximando de outros grupos. Atuaram também em panificação, distribuição de jornais e diversas outras. (9 p.37)
Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes. Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do petropolitano.
Na primeira metade dos anos 1800, as conseqüências sociais e econômicas da Revolução Francesa, da Abolição da Escravatura e da Revolução Industrial, resultaram numa difícil condição de vida para os povos de língua alemã. A população estava politicamente desiludida e havia discórdia por toda a parte. Ricos e pobres endividados, o desemprego era grande no Rhur, o coração do aço alemão, com muitos problemas nas minas de carvão. Salvo os que viviam da vinicultura, uma parte da população, que, movida pela esperança de vida melhor, deixou tudo e partiu para as Américas. A maioria dos colonos que chegou a Petrópolis era natural de aldeias localizadas nos bispados de Treves e Mogúncia, na Renânia e Westphália, (Grão-Ducado de Hesse-Darmstadt e no Ducado de Nassau), região atualmente conhecida pelo nome de Hunsrück, localizada na confluência dos rios Reno e Mosel.
Em 1837, aportou no Rio de Janeiro o navio Justine com 238 imigrantes alemães em viagem para a Austrália. Devido aos maus tratos sofridos a bordo, eles resolveram não seguir viagem, permanecendo no Rio de Janeiro. O Mj Köeler soube da ocorrência e se entendeu com a Sociedade Colonizadora do Rio de Janeiro para trazer os imigrantes para trabalhar na abertura da Estrada Normal da Estrela, pagando uma indenização ao capitão do navio. Assim, foi dada permissão aos colonos de desembarcarem no Rio de Janeiro. Estes, sob as ordens de Köeler, estiveram primeiramente trabalhando no Meio da Serra, depois foram para o Itamarati.
A segunda leva de colonos foi planejada pelos presidentes da província João Caldas Viana e Aureliano Coutinho para trabalhar em obras na província, mas eles acabaram em Petrópolis, locando no terreno, o plano urbanístico traçado por Köeler. Foram 600 casais de colonos alemães contratados em 1844, exigindo-se que fossem artífices e artesãos com experiência.
Treze navios deixaram Dunquerque com 2.338 imigrantes, o primeiro deles chegando ao porto de Niterói em 13 de junho e o último, em 7 de novembro de 1845, sendo os imigrantes alojados em barracões ao lado da igreja matriz.(8, p.8) Acertados os trâmites legais, eles foram transferidos para o Arsenal de Guerra do Rio, onde se acha hoje instalado o Museu Histórico Nacional, ficando por lá alguns dias e, então, seguiram viagem pela baía da Guanabara e pelo rio Inhomirim, até o Porto da Estrela. De lá, para o Córrego Seco, foram a pé ou a cavalo, com escalas na Fábrica de Pólvora e no Meio da Serra, onde existiam ranchos para os viajantes.
Muitos dos colonos que deixaram Dunquerque não chegaram a Petrópolis em conseqüência do mau passadio a bordo e do surto de febres nos depósitos. Outros, especialmente crianças, não resistiram à penosa subida da serra e foram enterrados pelo caminho. O diplomata belga, Auguste Ponthos, em seu livro “Avaliação sobre o Brasil”, afirma que 252 imigrantes morreram, sendo 56 nos portos ou na viagem para Petrópolis. (8, p. 83)
Vieram muito mais alemães católicos do que protestantes. No dia 19 de outubro de 1845, na praça Koblenz, dia de São Pedro de Alcântara, num altar ornamentado com flores silvestres, o Padre Luís Gonçalves Dias Correia celebrou uma missa para os católicos e o pastor Frederico Ave-Lallemant professou um culto para os protestantes. O Presidente da Província, Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho, compareceu a essa solenidade, tendo feito um grande elogio ao trabalho dos colonos.
Foram muitas as dificuldades iniciais. Logo que aqui chegaram foi necessária a compra de 200 cabras para alimentar as crianças, já que suas mães não tinham leite, devido às agruras da viagem. Köeler planejou uma colônia agrícola em Petrópolis sem estudo prévio da geologia do terreno que resultou no fracasso do empreendimento. Os colonos abriram estradas, derrubaram matas para a construção de residências e semearam suas hortas para consumo e foram utilizados nas obras públicas, retificando os rios, drenando os lodaçais e construindo os prédios da povoação.
Para os alemães se sentirem à vontade e se lembrarem de sua terra, Köeler repetiu os nomes das regiões de origem na Alemanha nos quarteirões da cidade como Mosela, Palatinado, Westphalia, Renânia, Nassau, Bingen, Ingelheim, Darmstadt, Woerstadt, Siméria, Castelânia Westphalia e Worms. Além disso, homenageou as diversas nacionalidades de outros colonos, dando-lhes nomes nos quarteirões: Quarteirão Francês, Suíço e Brasileiro. Hoje, os descendentes dos colonos estão por toda a cidade e seus nomes de família podem ser encontrados no Obelisco do centro da cidade, nos guias telefônicos e dão nomes a ruas e praças. O progresso dos colonos alemães dinamizou Petrópolis, contribuindo para o seu desenvolvimento. O seu trabalho e a sua lembrança fazem parte da cidade.
3.2 OUTROS IMIGRANTES COLONIZADORES
Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico, a princípio, cada uma fechadas em suas famílias, mas pouco a pouco, se integrando como também aconteceu em todo o Brasil.
Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio. Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.
Os franceses não vieram todos juntos e foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria como as cruzes da Catedral de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.(9, p.37)
No início, os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade. Aos poucos foram se aproximando de outros grupos. Atuaram também em panificação, distribuição de jornais e diversas outras. (9 p.37)
Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes. Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do petropolitano.
O PIONEIRISMO DO RIO DE JANEIRO
NA IMIGRAÇÃO EUROPÉIA
A cidade de Petrópolis, que foi fundada em 16 de março de 1843
pelo Imperador D. Pedro II está situada na Serra da Estrela, no Estado do Rio
de Janeiro, com uma área de 853 km2. Têm como limites os municípios de Magé,
Duque de Caxias, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Paraiba do Sul, São José do
Vale do Rio Preto, Teresópolis, Areal e Guapimirim. Está dividida em cinco
distritos: 1° Distrito - Centro, 2° Distrito - Cascatinha, 3° Distrito -
Itaipava, 4° Distrito - Pedro do Rio e 5° Distrito – Posse.
Fontes de dados para pesquisa futura: Informações sobre a Família Imperial encontram-se
somente no Arquivo do Museu Imperial e talvez na Biblioteca Nacional , já
que muitos documentos foram doados pela Família Imperial .
Informações sobre a lista de passageiros dos navios que aportaram no Rio de
Janeiro devem estar nos diários de bordo que possivelmente estejam na
Biblioteca Nacional
Sumário: O Rio de Janeiro foi o primeiro dentre todos os estados
brasileiros a receber imigrantes alemães, tendo estes imigrantes chegado em 3 e
4 de maio de 1823, quando rumaram para a colônia suíça de Nova Friburgo. Já em Petrópolis, a imigração alemã foi concebida pelo alemão
(posteriormente naturalizado brasileiro) Júlio
Frederico Koeler
(ou Julius Friedrich Koeler), major do Império
Brasileiro. O
pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões com nomes
de cidades e acidentes geográficos das regiões (Rheinland e Hessen) de onde
vinham os colonos alemães: Kastellaun (Castelânea), Mosel (Mosela), Bingen,
Nassau, Ingelheim, Woerrstadt, Darmstadt e Rheinland (Renânia). As terras foram
arrendadas para Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um
sistema de foro e laudêmio (enfiteuse) pago aos herdeiros de Dom Pedro II
até hoje. Estes primeiros imigrantes chegaram em Petrópolis no ano de 1837.
Na tabela abaixo vê-se a origem dos imigranes no século XIX
Raming e Linden em Piraí
em função do Desenvolvimento da
ECONOMIA
DE PIRAÍ
A família de
João Henrique Raming e Marianna Linden se radicou em Piraí possivelmente pelo
casamento de João Linden e aos negócios dos Raming no vale do Paraíba.
No que diz respeito à localidade de
Piraí, Alberto Ribeiro Lamego, utilizando-se das informações fornecidas por
Monsenhor Pizarro, destaca que, no ano de 1787, residiam na região de Piraí,
378 pessoas, em 54 fogos. (LAMEGO,
Alberto Ribeiro. O Homem e a Serra. Rio de Janeiro. Ed IBGE, 1963. pg
135-138). Havia cerca de 128 escravos
dedicados, parcialmente, a agricultura ainda diversificada, onde
o elemento principal, era o cultivo da
cana-de-açúcar, para a produção de açúcar e aguardente.
Lançamentos Comerciais da Freguesia
de Piraí – 1839 cx 01 (1839-1884) Quando
da elaboração do Lançamento Comercial do ano de 1839, a Vila de Piraí era
composta unicamente pela Freguesia de Piraí, não existindo ainda as demais
Freguesias que passaram a integrar o Termo desta Vila no decorrer do
oitocentos. A freguesia de Arrozal seria criada somente no ano de 1841,
enquanto as demais Freguesias integrantes da Vila de Piraí, denominadas de
Dores do Piraí e São João do Turvo, seriam criadas depois.























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