quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Cap 5 Ascendentes de Joana cont. 5





Cap 5 Ascendentes de Joana cont. 5


Em construção permanente
Esta é a continuação do capítulo de mesmo número no endereço abaixo
domingosejoanita.blogspot.com
Nota: O capítulo imediatamente anterior está no link abaixo
                            (http://domingosejoanita04.blogspot.com.br/2015_01_01_archive.html)

LINDEN TREE
Este blog continua no link abaixo:
http://domingosejoanita061.blogspot.com.br/2015/02/anna-osorio-do-amaral-matriarca-foto-de.html


Capítulo 5 Ascendentes de Joana seção 5.6– Os Linden e Ramming
(uma pesquisa em andamento)

Este Ramo de migrantes escandinavos, belgas e germânicos ainda está sendo pesquisado mas algumas pistas importantes já foram colhidas. Seu local de fixação foi o interior do Estado do Rio em Petrópolis Piraí, e Barra do Piraí.  Os registros paroquiais de Petrópolis indicam que a origem migratória conhecida dos Linden é a cidade histórica e centro de peregrinação de Trier. Esta é a mais antiga cidade da Alemanha, tendo sido centro urbano – Augusta Treverorum - desde o Império Romano, marcado pela Porta Nigra. Foi residência de vários imperadores como Constantino – construtor de sua catedral-  que ocupou o território da tribu dos Trevere, convertendo-os ao catolicismo. Esta cidade teve importante contingente de judeus convertidos ao luteranismo no século XIX. (Vem daí a tradição oral familiar de que temos sangue judeu ou pelo menos de cristãos novos nas veias. Informação que ainda requer comprovação documental) Sede também de um colégio jesuíta, os migrantes desta cidade eram em geral cultos e bem educados. Próxima de Bruxelas, Amsterdam, Paris e Luxemburgo no século XIX, Treveris era uma cidade cosmopolita com habitantes de várias procedências.  Anna Henriqueta, filha de mãe migrante de Trier, esposa de José Pedro foi quem conviveu com Joanna intensamente. Até mesmo depois do casamento da filha  convivência continuou e a ela confiou muitos documentos de família. Tradicionalmente Joanna recorria ao suporte da mãe em Piraí ou Barra do Piraí para ter seus filhos. No entanto Anna Henriqueta mesma nasceu e foi batizada no ninho dos Linden, a família de sua mãe, em Petrópolis.




Anna Henriqueta, esposa de José Pedro Vianna, nasceu a 4/4/1847 e batizada a 20/11/1847 em Petrópolis ( S Pedro de Alcântara) sendo filha de João Henrique Raming e Marianna Linden Ramming. Padrinhos Frederico Leuzinger e Anna Magdalena Ahrens.  Teve ao menos 4 filhos: Anna aos 35 anos de idade em 1882, Joanna aos 37 anos ( 14/01/1884), José aos 38 anos em( Piraí 7/7/1885 Bap 24/6/1887) e Rita aos 40 anos de idade em 1887. Supõe-se que Sezínio Raming Vianna seja o irmão mais velho, talvez nascido em 1880. Curiosamente os Leuzinger voltaram a ser vizinhos nas década de 1950 a 1960 dos Raming Vianna Meirelles na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro e mais tarde em Brasília reencontraram  os Quintella na década de 1980. Os Linden ou Van der Linden eram também judeus de origem no BENELUX convertidos em Trier ao catolicismo. Certamente fugiram da Bélgica com as guerras religiosas entre Protestantes holandeses e Católicos Belgas
Abaixo vê-se Certidão de casamento de José Pedro e Anna Henriqueta  (Lv 2 Fls 60 e 60v de SJ Baptista do Arrozal)



Transcrição: Aos 11/9/1879 no Oratório de Pinheiro etc...  uni em matrimônio por palavras do presente  o Capitão José Pedro Vianna e D Anna Henriqueta Raming, ele filho legítimo de Manoel José Vianna e D. Joanna Baptista de Jesus, nascido na freguezia de N S da Victoria em Sergype, morador na Freguezia do Engenho Novo nesta Corte e Ella filha legitima de João Henrique Raming e D Marianna Linden Raming, nascida e baptizada em Petrópolis moradora nesta Freguezia de S J Baptista do Arrozal...

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 O pai de Anna Henriqueta (Ninita) João Henrique era um dos migrantes alemães que trabalhou na Fazenda do Pinheiro e que recebeu parte da herança do proprietário da fazenda o Comendador Breves.
O inventário do Comendador José de Souza Breves aponta , falecido em 05/07/1879, em sua Fazenda do Pinheiro, irmão da Baronesa do Piraí (segundo José Lemos chefe do arquivo de Piraí) que Anna Ramming, casada com o José Pedro Vianna, era afilhada do Comendador, como ele diz em testamento que deixou para ela 15 apólices da Dívida Pública do Império no valor de Hum conto de réis cada uma. Anna Henriqueta era chamada de "Ninita", dizia ser moradora na fazenda do Pinheiro com o seu futuro marido o capitão José Pedro Vianna.

Fazenda São José do Pinheiro - Pinheiral RJ



Propriedade do Comendador José Joaquim de Souza Breves, a fazenda São José do Pinheiro, datada de 1851, foi uma das mais suntuosas e prósperas do Vale do Paraíba Fluminense. Quando esteve na propriedade em 1859, o viajante português, Augusto Emílio Zaluar descreveu: "A casa do Sr. Comendador, não é uma habitação vulgar da roça; é um palácio elegante, e seria mesmo um suntuoso edifício em qualquer grande cidade. Situada sobre uma eminência, domina o vasto anfiteatro de montanhas que a circundam, e revê-se por assim dizer nas águas do orgulhoso Paraíba, que, poucas braças em frente, murmura seguindo o impulso de sua rápida correnteza. Duas pontes que se encontram sobre uma ilha no meio do rio, dão passagem mesmo em face da casa do Sr. Comendador Breves, de uma para outra margem. O aspecto que esta vista apresenta é realmente pitoresco e faz um efeito admirável a quem contempla com olhos de artista”. Escadarias de mármore levavam à varanda em frente a sala de espera, adornada com retratos de suas majestades, o Imperador e a Imperatriz. No salão nobre da fazenda havia grandes espelhos de Veneza, ricos candelabros de prata, lustres, mobília, tudo como os que ornavam os palacetes da Corte, na capital do Império. Com uma produção de 90 mil arrobas de café, a fazenda contava com Em 1870, com a chegada do transporte ferroviário, surgiu a Estação de Pinheiro, e assim ao seu redor, pouco a pouco foram surgindo algumas moradias, era o início da Vila Pinheiro. Em 1879, faleceu o Comendador, sem deixar herdeiros.
Dados cronológicos:
1890 - As terras da fazenda foram declaradas de utilidade pública.
1891 - A casa sede foi adquirida pela Fazenda Federal.
1895 - Os moradores da Vila procuraram a Inspetoria Geral de Terras e Colonização para regularizar o domínio útil dos terrenos e fazer novos arrendamentos.
1897 - A Pinheiro foi cedida ao Ministério da Guerra, nela passando a funcionar um Hospital Militar.
1899 - Passou para o Ministério da Agricultura, que em 1909, nela instalou o Posto Zootécnico Federal de Pinheiro.
1910 - Foi criada a Escola Média de Agricultura, Agronomia e Veterinária de Pinheiro, que formou sua primeira turma em 1914.
1916 à 1918 - Funcionou a Escola Superior de Agricultura e Veterinária.
1918 - Escola Superior de Agricultura e Veterinária, foi transferida para Niterói, sendo inaugurado em Pinheiro, o Curso Complementar Patronato Agrícola, destinado à educação de menores desvalidos.
1941 - Nasce o Aprendizado Agrícola “Nilo Peçanha”.
1968 - O Colégio passou a ser subordinado a UFF (Universidade Federal Fluminense).
1985 - O antigo prédio da Fazenda e suas terras, foram cedidas pelo Ministério da Agricultura a esta Universidade, por 20 anos.


1986 - Um incêndio de grandes proporções, destruiu parcialmente a sede da Fazenda, tendo o fato se repetido em 1990.

Hoje, o Casarão encontra-se em ruínas. 


Mais detalhes nos sites abaixo:

http://brevescafe.net/pinheiro_adair.htm 

http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_rj_ramalsp/locais/pinheiral.htm

http://www.camarapinheiral.com.br/historia.php 

http://diariodovale.com.br/colunas/tomaram-as-terras-dos-descendentes-de-escravos-libertos-no-bracui-angra/

 http://anais.anpuh.org/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S25.0476.pdf

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João Baptista Linden (1809 - 1855) em 1829




As raízes judaicas da família



Herrmann ou Herman é um sobrenome que ocorre na Inglaterra, França, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Eslovênia, Croácia e nas comundades Judaicas Ashkenazi. É um nome composto dos elementos heri, hari ‘army’ + man ‘man’.  Pessoas com este sobrenome podem tanto ser católicas, protestantes quanto judias, pois muitas famílias mudaram seus sobrenomes e de religião para se proteger de anti-semitismo. Além disto há tradicionais famílias originalmente prussianas com este sobrenome. No Brasil e na Argentina há pelo menos quatro famílias de origem judaica com este sobrenome. Na família Meirelles  se manteve esta tradição oral de haver antepassados judeus e a figura mais provável é Suzana Herrmann.




Em Trier há evidências arqueológicas da presença de judeus desde o século III D.C. Só no século VI é que se confirma um primitivo assentamento judeu no local. Mas a primeira evidência histórica data de 1066, quando a morte repentina do perseguidor arcebispo Eberhard,  em pleno altar, salvou os judeus de expulsão, pelo que foram acusados de supostas  atividades de magia negra para matá-lo. Em 10 de abril de 1096, no primeiro dia de Páscoa, Pedro d ‘ Amiens, o Eremita , surgiu diante da porta de Trier com uma carta das comunidades judaicas de França solicitando provisões aos judeus para a Primeira Cruzada, tendo sido generosamente atendido pela judiaria. Tratava-se da componente não-oficial desta expedição, a malograda Cruzada Popular ou Cruzada dos Mendigos, e Pedro foi um dos seus poucos sobreviventes. Só depois de aderir à Cruzada dos Nobres é que conseguiu cumprir o seu voto de cruzado de visitar o Santo Sepulcro em Jerusalém, com o restante da ajuda dos judeus de Trier.   

Numa perseguição posterior aos judeus o Arcebispo Egelbert  protegeu a comunidade, aguardando a volta do Imperador Germânico Henrique IV. Nesta ocasião muitos judeus foram assassinados,outros cometeram suicídio, e mesmo católicos, sacerdotes e o arcebispo foram atacados por acobertarem judeus. Mas sucumbindo à pressão o arcebispo  convenceu os judeus restantes mudar de nome e converter-se, inclusive seu líder Rabbi Micah. No ano seguinte, com o retorno de Henrique IV muitos mas nem todos retornaram ao judaísmo, nem todos abandonaram seus sobrenomes cristãos, nem todos retornaram a Trier, mas a comunidade judaica enfim  se restabeleceu. Data desta época o surgimento do sobrenome Herrmann entre judeus.  A Gesta Trevarorum menciona Joshua, um médico  (na época denominado físico) Judeu que integrou o séquito do Arcebispo Bruno de Trier  (d. 1124). Joshua, que mais tarde converteu-se ao Catolicismo era também matemático e astrônomo. Consta na tradição familiar dos Meirelles que este eclético interesse pelas Ciências promoveu o encontro isento e imparcial de pessoas das mais variadas origens e sistemas de crenças. Joanna Raming Vianna, sua mãe Anna Henriqueta Linden Raming,   sua avó Marianna Herrmann Linden e sua bisavó Susanna Herrmann parecem ter mantido um interesse em Ciências e técnicas aplicadas a negócios que foi disseminado pela família.   No  12o  século  a situação econômica dos judeus se firmou permitindo até o surgimento  de uma organização comunitária denominada Universitas Judeorum Treverensium, liderada por um  “bispo judaico" (*Episcopus Judaeorum) de grande prestígio e autoridade na região. Desta época datam um cemitério comunal e uma Judenstrasse (onde morava uma população mista). Datam   de 1235 uma sinagoga  e uma casa da comunidade (domus communitatis) .
 Além de atividades em Ciências ( medicina, astronomia, matemática, física)  e vitivinicultura os judeus de Trier se ocuparam de  trading and moneylending. O desenvolvimento econômico e ascensão social da comunidade atraiu a cobiça do Arcebispo Heinrich (1260–86), que extorquiu dos judeus mais afluentes uma grande fortuna em 1285. Todavia apesar destes conflitos muita interação cultural aconteceu entre cristãos e judeus que ocasionou até casamentos mistos, além de interpenetração cultural. É sabido que o monge Lambert de Luettich do Monastério de São Mateus em Trier  aprendeu hebraico com um mestre judeu com quem trabalhou na decifração de alguns raros manuscritos hebreus. Propriedades de judeus  proliferaram na administração liberal do Arcebispo Balduíno (1307–54) que empregou mão de obra qualificada judaica em vários setores.  O levante Armleder de 1336, estimulado pela inveja dos gentios alemães com a prosperidade dos judeus, foi contido pelo arcebispo mas prejudicou a comunidade resultando  em 1338 com expulsão ou emigração voluntária judia, sobretudo para Luxemburgo e Bélgica, pela imposição de um limite superior  ao número de famílias hebréias residentes em Trier a um total de 56. Em  1349 nas perseguições da Peste Negra judeus foram assassinados tendo sua propriedade usurpada promovendo uma fuga em massa da comunidade em pânico. Só em  1356 Carlos IV deu permissão para o retorno dos judeus com alguma compensação e para atrair mais médicos, inclusive conseguindo que o  Bispo Boemundo contratasse em 1354 Simeon Jacob de Trier Físico da Corte. Muitos Meirelles seguiram  esta tradição profissional nas áreas de ciências e medicina.  Na nova expulsão de judeus do bispado de Trier que se iniciou em 1418 uma das instituições expropriadas em 1422 foi um hospital judaico. Intermitentemente os judeus retornam e são expulsos de Trier  nos séculos XVI e XVII. Isto fez com que continuassem ocorrendo não apenas migrações forçadas, mas também mudanças de nome, conversões, casamentos mistos  de salvação.  Em 1723 o Eleitor Franz Ludwig limitou o número de judeus no bispado  a 160 reafirmando a autoridade do rabino por uma legislação restritiva.  Uma sinagoga foi inaugurada em  1762, numa casa que foi propriedade do R. Mordechai Marx, avô  de Karl Marx. Quando os franceses conquistaram Trier em  1794, estabeleceram  igualdade civil para os judeus promovendo nona migração judaica para a região da Renânia Palatinado que foi mantida pelos prussianos mesmo após a derrota napoleônica em 1815 até pelo menos 1850. Todavia a decadência econômica de Trier, bem como doenças, na gestão prussiana promoveram grandes movimentos migratórios de todos os treverenses independentemente de sua crença para várias partes do mundo. É nesta época que se casam Susanna Herrmann e João Linden gerando ao menos uma filha Marianna.É possível que  com a morte de Susana, João migra viúvo com sua filha para Petrópolis.  As futuras pesquisas neste ramo requerem o encontro diversos documentos vitais de  João, Marianna e Susana.

Assentos da Catedral de Petrópolis dão testemunho da vida de João Linden


175
Theodorus Linden
Johannes  Linden x Elisabetha
1
42v
28.jul.1849 


Em 28 de julho de 1849  João Linden (já com 40 anos) e Elisabetha batizam seu primeiro filho Theodoro nascido 7 de maio de 1849. Na certidão de batismo abaixo, redigida em latim, lavrada em Petrópolis ( S Pedro de Alcântara) vê-se ainda os nomes dos padrinhos Elizabetha Tapper e Joseph Balder.

Nesta época os assentos eram redigidos em latim como se vê abaixo.




Ambos ainda tiveram um filho João Gustavo Linden em 1852.




Registros de Matrimônios da Freguesia de São Pedro de Alcântara (PETRÓPOLIS-RJ), Imperial Colônia de Petrópolis: LIVRO 1 - 269 Joaquim José Soares de Siqueira x Anna Maria Linden  2 setembro 1861 ele filho de José Joaquim Soares e Florippes Maria de Jesus # ela com 18 anos  filha de João Linden falecido (1855) e Isabel linden   de TRIER (Tréveris  fundada no século I a.C. como Augusta Treverorum, supostamente pelo próprio imperador Augusto) no Mosel, na divisa Luxemburgo França. (kreisfreie Stadt) ou distrito urbano (Stadtkreis). Pertenceu ao Dep Sarre na França e ao estado de Renânia-Palatinado na Alemanha.








O COLONO LINDEN
Recém chegado no Brasil o Belga João linden havia recebido o prazo de terra 56 na Villa Imperial. Registro na Cia Imobiliária de Petrópolis garante o aforamento do prazo de terra concedido por D. Pedro II e o destino dado ao mesmo após a morte de João Linden, cujos herdeiros eram; ADÃO LINDEN, ROBERTO LINDEN, THEODORO LINDEN E ANA MARIA LINDEN. O prazo de terra ficava localizado na Rua do Imperador com esquina para a Rua Paulo Barbosa e hoje pertence a família de Eduardo Simão.
No mapa abaixo vê-se a localização do prazo de terra.

Nesta cidade João Henrique Raming  e Marianna Linden viveram  até o casamento de Anna Henriqueta , que por sua vez vinha ter seus filhos em Barra do Pirahy onde seus pais foram morar.  Naturais de Trier cidade livre recentemente retirada do domínio frances e sendo reincorporada á Prússia os Linden cultuavam a bandeira abaixo com a cruz de São Jorge e os leões dos brasões da Renânia Palatinado e do  Sarre como símbolo de sua origem.


Cronologia de João Linden e Marianna Linden Raming
Hipótese de relaçãoPai Filha
Ano
Eventos na Vida de João Linden
1809 a 1829
João Nasce na Belgica ou Luxemburgo ou Trier seus pais Balthazar e Anna Maria Linden migram para Trier Francesa, atraídos pela prosperidade do período Frances (1797 a 1814) João casa-se com Susanna Herrmann uma  jovem  hebraica
1830
Possível ano de Nascimento Marianna Linden Possívelmente em Trier do primeiro casamento com Susanna  Herrmann
1835
20/12 Joan Batista Linden, Belga chega ao Rio de Janeiro na Galeota Clemence (163 ton) proveniente da Antuerpia
1831 - 1840
Falece Susanna Herrmann. A Revolução belga contra o domínio holandês, opondo os católicos belgas aos protestantes,  incorpora Luxemburgo a Belgica o que promove uma lenta recuperação econômica de Trier, mas oferece ao menos um ambiente pacífico sob administração Prussiana que permite o planejamento da migração de muitos refugiados para o Brasil.
1841 - 1842
União de João com Elizabetha (Isabel) Hansen que provoca possível rompimento com Marianna Linden a filha do primeiro casamento.
1843
Nasce Anna Maria Linden  do segundo casamento
1845
Migração para o Brasil. João recebe Prazo de Terra nr 56 no quarteirão Villa Imperial no atual Centro Histórico, próximo a R Tereza.
1846
União ou casamento de Marianna com João Henrique Raming
1847
João formaliza casamento católico com Isabel  13/10/1847 (L 1p86 CSPA)                                      Nasce Anna Henriqueta filha de Marianna com João Henrique Raming B 20/11/1847 N 4/4/1847
1849
Nasce Theodoro filho de João com Isabel B 28/7/1849 N 7/5/1849
1852
Nasce João Gustavo filho de João com Isabel  B28/11/1852, N22/11/1852                                     Falece Isabel.
1853
João se casa com Margaretha Schmitz (terceiro casamento)10/5/1853
1854
João separa-se de Margaretha
1855
Falece João Linden aos 46 anos de idade  28/10/1855 de cólera morbo (epidemia que grassou no estado o Rio de Janeiro)
1861
Casa-se Anna Maria com Joaquim José Soares de Siqueira. 2/8/1861            Margaretha registra filho natural. 14/8/1861
Documentos Brasileiros Chave faltantes
1)       Casamento de João Henrique Raming com Marianna Linden em Petrópolis (1845 a 1846) São José do Rio Preto
2)        Óbitos de João Henrique Raming e Marianna Linden em Piraí ou Petrópolis (1855 – 1875)













Cronologia Alemã e a vida de João Linden

Para entender a razão da migração dos Linden e Raming para o Brasil é necessário entender a conturbação provocada por Napoleão, o maior assassino em massa da Europa no século XIX, na região dos vales do Reno e Mosel. A cronologia abaixo reúne os principais fatos desta época nesta parte do mundo.
  1789 - 1799  a revolução francesa é inicialmente bem recebida mas logo é rejeitada
  1791 Declaração de Pillnitz. Prussia e Austria ameaçam a França .
  1792 - 1802 Guerras Revolucionárias francesas
  1792 – Proclamação de Brunswick ; França declara guerracontra Áustria
  1796 - França controla a margem esquerda ( occidental)  de Reno tomando-a da Prússia.
  1797-1828 - Franz Schubert; em Vienna
  1797-1828 - Frederick William III Rei da Prússia; fraco e vacilante tenta a neutralidade nas Guerras Napoleonicas
  1803 Napoleão impõe a Convenção de Artlenburg
  •  6 das  cerca de 50  Cidades Livres Imperiais escapam da eliminação.
  • Todas as propriedades eclesiásticas da Alemanha são abolidas
  • Schiller publicaWilliam Tell, inspirando a patriótica resistência anti-França.
  1804 - 1815 – Guerras Napoleônicas
  1804 - Austria se une à TerceiraCoalisão contra Napoleão
  1806 – Napoleão encerra  Sacro Império Romano
  1806-10 Reformas do Baron von Stein fazem a abolição da escravatura e criam  o estado  Prussiano
  1807-8 - Fichte publica Addresses to the German Nation, clamando pela união ativa dos alemães
  1807 - Tratados de Tilsit entre Napoleão e a  Prussia tornam a Prussia um estado vassalo da França e perde muito território.
  1812 – Irmãos  Grimm publicam a primeira coleção de contos .
  1813 - Turning point para o nacionalismo alemão.
  1812 - 1814 –Sétima Coalisão  inclui os estados germãnicos .
  1813 – Batalha das Nações em  Leipzig: Napoleão é derrotado .
  1813-83 - Richard Wagner, fica famoso por suas óperas
  1815 - Congresso deViena; Prussia ganha territórios perdidos
  1815-97 - Matemático Karl Weierstrass, "pai da moderna análise"
  1815-98 - Otto von Bismarck, domina a  politica da Prússia, (1862–90); unificação Germany (1871); maintem a paz na Europa pelo equilíbrio de poder (1871–90)
  1816-18 - Constituições em Saxe-Weimar, Bavaria e Baden
  1817 - Wartburg festival,  estudantes liberais se manifestam por mudanças liberalizantes
  1818-83 - Karl Marx promove  mudanças no socialismo
  1819 - August von Kotzebue assassinado; contra ataque conservador impedindo avanços liberais com os Carlsbad Decrees
  1826-1866 Bernhard Riemann
  1830 - Revoltas em Hesse, Brunswick, and Saxonia removem reis e criam constituições  liberais.
  1832 - Hambach Festival clama por união alemã
  1832-1908 - Wilhelm Busch, cria a história em quadrinhos
  1833-97 - Johannes Brahms; em  Vienna
  1833 - Zollverein o Mercado comum alemão; Austriaé excluída
  1837 - Protestos dos Göttingen Seven
  1839 -Tratado de Londres. Grã-Bretanha, Prussia e outras potências garantema neutralidade daBélgica; Alemanha viola este tratado em 1914, o qoe faz a Grã Bretanha declarar Guerra a Alemanha.
  1840 - Primeiro kindergarten  de  Fröbel
  1841 - Friedrich List, National System of Political Economy advoga o nacionalismo econômico na Alemanah unificada.
  1844-1900 - Friedrich Nietzsche
  1848 - 1849 –Revoluções de 1848 na Alemanha


Brasão de Trier

Impactos sobre TRIER e sobre os Linden

Observe-se que desde os romanos os Treveri e por vezes Suevi eram considerados como habitantes da Galia Belgica, por oposição à duas outras partes descrotas por Júlio César, que são a Gália Celtica e a Aquitânia. Nunca foram considerados Germanos. E desde a Idade Média foi uma cidade Independente.

Tratados Basel e Campo Formio em 1797 Trier se torna de facto uma cidade  francesa. A Universidade de Trier é dissolvida. Em1798 torna-se a capital do Département de la Sarre. Com o  Tratado de Lunéville em 1801, Trier se torna de jure uma cidade francesa. Em1801, Napoleon Bonaparte assina a concordata com o Papa Pio VII, e cria a diocese de Trier. Com território idêntico ao  Département de la Sarre, muito menor que  o Arcebispado de Trier em 1794. Em 1802, um bispo frances  Charles Mannay assume a diocese and, in 1803, a primeira missa desde 1794 é celebrada na Catedral de Trier. Napoleão visita Trier em 1804. Nesse período  a Trier francesa prospera.
In 1814 Trier é tomada por tropas  Prussianas . Com a  derrota final de  Napoleão, as fronterias de 1792 são restauradas  nos tratados de Paris de 1814 and 1815. Faz parte do  Reino da  Prussia in 1815 e do oGrão Ducado do Baixo Reno.  Regierungsbezirk Trier criado. Trier entra em  declínio continuo até 1840.  
A partir de  1840 a situação de Trier começa lentamente a melhorar  quando Luxemburgo, mercado de produtos ‘made in Trier’ se une à União Alfandegária Alemã German Customs Union in 1842. Sua  população de  15,500 produzia  artefatos de couro, tecidos, vinho, e tabaco. Surgem nesta época siderúrgicas e linhas de barcos no Mosel interligando Trier a Koblenz e Metz.  Nada disto impediu a migração contínua desde 1809 até 1845 de alemães para o Brasil em busca de paz e oportunidade de progresso.
Presume-se que os Linden se assentam m Trier provenientes da Bélgica e Luxemburgo. Naturalmente os assentados no período napoleônico se uniram a nativos germânicos. Tal deve ter sido o caso de João Linden com Susana Herrmann com quem teve a primeira  filha Marianna, mãe de ANNA HENRIQUETA. Com a decadência da Trier prussiana os Lindem e outros migram para o Brasil.



"Origem dos Colonos de Petrópolis"
     Dom Pedro I  adquiriu a Fazenda do Córrego Seco, nucleo de Petrópolis, do sargento-mor José Vieira Afonso, (escritura lavrada em 6 /02/ 1830 cartório Manuel Marques Perdigão). 
Dom Pedro II herdou esta fazenda conforme documento de 16 de outubro de 1841.  Em 16 de março de 1843 o Imperador assinou o  seguinte decreto: 
        "Tendo Aprovado o plano que Me apresentou Paulo Barbosa da Silva, do Meu Conselho, Oficial Mor, e Mordomo da Minha Imperial Casa, de arrendar a Minha Fazenda denominada "Córrego Seco" ao Major de Engenheiros Koeler, pela quantia de um conto de réis anual, reservando um terreno suficiente para nele se edificar um Palácio para mim, com suas dependências e jardins, outro para uma povoação que deverá ser aforada a particulares, e assim como cem braças dum e doutro lado da estrada geral, que corta aquela Fazenda, o qual deverá também ser aforado a particulares, em datas ou prazos de cinco braças indivisíveis, pelo preço por que se convencionarem, nunca menos de mil réis por braça: 
         "Hei por bem autorizar o sobredito Mordomo a dar execução ao dito plano sob estas condições. E outrossim o autorizo a fazer demarcar um terreno para nele se edificar uma igreja com a invocação de São Pedro de Alcântara, a qual terá uma superfície equivalente a quarenta braças quadradas, no lugar que mais convier aos vizinhos e foreiros, do qual terreno lhes faço doação para este fim e para o cemitério da futura povoação. Ordeno portanto ao sobredito Mordomo que proceda aos ajustes e escrituras necessárias, nesta conformidade com as devidas cautelas e circunstâncias de localidades e outrossim que forneça às minhas expensas os vasos sagrados e ornamentos para a sobredita Igreja, logo que esteja em termo de nela se poder celebrar." 
      O s  migrantes germânicos de Petrópolis arribaram em dois grupos: O grupo pioneiro em 1837 (Estes eram 235 que vieram no  navio "Justine" provenientes do HAVRE para a Austrália, mas se amotinaram em virtude das más condições de transporte e o comandante fez uma escala para que desembarcassem no porto do RIO. Diante deste fato Júlio Frederico Koeler propôs seu aproveitamento na construção da Estrada do Itamarati para demonstrar a superioridade da mão de obra livre sobre a servil.), e o grupo principal em  1845(Estes eram 2.111  em 13 navios e vieram  como resultado do sucesso da empreitada do grupo pioneiro em contrato da Casa Dunquerque, Charles Delarue & Cia ). 
Os navios que vieram em  1845 eram os seguintes:. 
  • em 13 de junho de 1845, aportava ao Rio de Janeiro o primeiro  navio "Virginie", com 161 colonos. Seguiram-se mais 12 navios:   
  • em 20 de julho, o "Marie", com 169 colonos.   
  • em 21 de julho, o "Leopold", com 225 colonos   
  • em 24 de julho, o "Curieux", com 190 colonos   
  • em 25 de julho, o "Agripina", com 210 colonos   
  • em 26 de julho, o "Marie Louise", com 217 colonos   
  • em 11 de agosto, o "Jeune Leon", com 170 colonos   
  • em 26 de agosto, o "George", com 208 colonos   
  • em 01 de setembro, o "Mary Queen of Scott", com 210 colonos   
  • em 07 de setembro, o "Daniel", com 171 colonos   
  • em 07 de Setembro o "Odim", com 182 colonos   
  • em 16 de Outubro, o "Pampa", com 137 colonos   
  • em 08 de novembro, o Fyen", com 68 colonos   
          Desse total de 2.318, 75 faleceram antes de tomar destino, a maioria de febre tifóide; 106 seguiram para o Rio Grande do Sul; 26  permaneceram na Côrte, e os restantes 2.111 foram para Petrópolis. 
A COLONIZAÇÃO ALEMà 
(Na verdade várias nacionalidades são denominadas incorretamete alemãs já que sequer existia formlamente  a Alemanha nesta época)

Na primeira metade dos anos 1800, as conseqüências sociais e econômicas da Revolução Francesa, da Abolição da Escravatura e da Revolução Industrial, resultaram numa difícil condição de vida para os povos de língua alemã. A população estava politicamente desiludida e havia discórdia por toda a parte. Ricos e pobres endividados, o desemprego era grande no Rhur, o coração do aço alemão, com muitos problemas nas minas de carvão. Salvo os que viviam da vinicultura, uma parte da população, que, movida pela esperança de vida melhor, deixou tudo e partiu para as Américas. A maioria dos colonos que chegou a Petrópolis era natural de aldeias localizadas nos bispados de Treves e Mogúncia, na Renânia e Westphália, (Grão-Ducado de Hesse-Darmstadt e no Ducado de Nassau), região atualmente conhecida pelo nome de Hunsrück, localizada na confluência dos rios Reno e Mosel.

Em 1837, aportou no Rio de Janeiro o navio Justine com 238 imigrantes alemães em viagem para a Austrália. Devido aos maus tratos sofridos a bordo, eles resolveram não seguir viagem, permanecendo no Rio de Janeiro. O Mj Köeler soube da ocorrência e se entendeu com a Sociedade Colonizadora do Rio de Janeiro para trazer os imigrantes para trabalhar na abertura da Estrada Normal da Estrela, pagando uma indenização ao capitão do navio. Assim, foi dada permissão aos colonos de desembarcarem no Rio de Janeiro. Estes, sob as ordens de Köeler, estiveram primeiramente trabalhando no Meio da Serra, depois foram para o Itamarati.

A segunda leva de colonos foi planejada pelos presidentes da província João Caldas Viana e Aureliano Coutinho para trabalhar em obras na província, mas eles acabaram em Petrópolis, locando no terreno, o plano urbanístico traçado por Köeler. Foram 600 casais de colonos alemães contratados em 1844, exigindo-se que fossem artífices e artesãos com experiência.

Treze navios deixaram Dunquerque com 2.338 imigrantes, o primeiro deles chegando ao porto de Niterói em 13 de junho e o último, em 7 de novembro de 1845, sendo os imigrantes alojados em barracões ao lado da igreja matriz.(8, p.8) Acertados os trâmites legais, eles foram transferidos para o Arsenal de Guerra do Rio, onde se acha hoje instalado o Museu Histórico Nacional, ficando por lá alguns dias e, então, seguiram viagem pela baía da Guanabara e pelo rio Inhomirim, até o Porto da Estrela. De lá, para o Córrego Seco, foram a pé ou a cavalo, com escalas na Fábrica de Pólvora e no Meio da Serra, onde existiam ranchos para os viajantes.

Muitos dos colonos que deixaram Dunquerque não chegaram a Petrópolis em conseqüência do mau passadio a bordo e do surto de febres nos depósitos. Outros, especialmente crianças, não resistiram à penosa subida da serra e foram enterrados pelo caminho. O diplomata belga, Auguste Ponthos, em seu livro “Avaliação sobre o Brasil”, afirma que 252 imigrantes morreram, sendo 56 nos portos ou na viagem para Petrópolis. (8, p. 83)

Vieram muito mais alemães católicos do que protestantes. No dia 19 de outubro de 1845, na praça Koblenz, dia de São Pedro de Alcântara, num altar ornamentado com flores silvestres, o Padre Luís Gonçalves Dias Correia celebrou uma missa para os católicos e o pastor Frederico Ave-Lallemant professou um culto para os protestantes. O Presidente da Província, Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho, compareceu a essa solenidade, tendo feito um grande elogio ao trabalho dos colonos.

Foram muitas as dificuldades iniciais. Logo que aqui chegaram foi necessária a compra de 200 cabras para alimentar as crianças, já que suas mães não tinham leite, devido às agruras da viagem. Köeler planejou uma colônia agrícola em Petrópolis sem estudo prévio da geologia do terreno que resultou no fracasso do empreendimento. Os colonos abriram estradas, derrubaram matas para a construção de residências e semearam suas hortas para consumo e foram utilizados nas obras públicas, retificando os rios, drenando os lodaçais e construindo os prédios da povoação.

Para os alemães se sentirem à vontade e se lembrarem de sua terra, Köeler repetiu os nomes das regiões de origem na Alemanha nos quarteirões da cidade como Mosela, Palatinado, Westphalia, Renânia, Nassau, Bingen, Ingelheim, Darmstadt, Woerstadt, Siméria, Castelânia Westphalia e Worms. Além disso, homenageou as diversas nacionalidades de outros colonos, dando-lhes nomes nos quarteirões: Quarteirão Francês, Suíço e Brasileiro.  Hoje, os descendentes dos colonos estão por toda a cidade e seus nomes de família podem ser encontrados no Obelisco do centro da cidade, nos guias telefônicos e dão nomes a ruas e praças. O progresso dos colonos alemães dinamizou Petrópolis, contribuindo para o seu desenvolvimento. O seu trabalho e a sua lembrança fazem parte da cidade.

3.2 OUTROS IMIGRANTES COLONIZADORES

Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico, a princípio, cada uma fechadas em suas famílias, mas pouco a pouco, se integrando como também aconteceu em todo o Brasil.

Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio. Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.

Os franceses não vieram todos juntos e foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria como as cruzes da Catedral de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.(9, p.37)

No início, os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade. Aos poucos foram se aproximando de outros grupos. Atuaram também em panificação, distribuição de jornais e diversas outras. (9 p.37)

Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes. Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do petropolitano.

O PIONEIRISMO DO RIO DE JANEIRO 
NA IMIGRAÇÃO  EUROPÉIA


A cidade de Petrópolis, que foi fundada em 16 de março de 1843 pelo Imperador D. Pedro II está situada na Serra da Estrela, no Estado do Rio de Janeiro, com uma área de 853 km2. Têm como limites os municípios de Magé, Duque de Caxias, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Paraiba do Sul, São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis, Areal e Guapimirim. Está dividida em cinco distritos: 1° Distrito - Centro, 2° Distrito - Cascatinha, 3° Distrito - Itaipava, 4° Distrito - Pedro do Rio e 5° Distrito – Posse.

Fontes de dados para pesquisa futura: Informações sobre a Família Imperial encontram-se somente no Arquivo do Museu Imperial e talvez na Biblioteca Nacional , já que muitos documentos foram doados pela Família Imperial . Informações sobre a lista de passageiros dos navios que aportaram no Rio de Janeiro devem estar  nos diários de bordo que possivelmente estejam na Biblioteca Nacional 
Sumário: O Rio de Janeiro foi o primeiro dentre todos os estados brasileiros a receber imigrantes alemães, tendo estes imigrantes chegado em 3 e 4 de maio de 1823, quando rumaram para a colônia suíça de Nova Friburgo. Já em Petrópolis, a imigração alemã foi concebida pelo alemão (posteriormente naturalizado brasileiro) Júlio Frederico Koeler (ou Julius Friedrich Koeler), major do Império Brasileiro. O pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões com nomes de cidades e acidentes geográficos das regiões (Rheinland e Hessen) de onde vinham os colonos alemães: Kastellaun (Castelânea), Mosel (Mosela), Bingen, Nassau, Ingelheim, Woerrstadt, Darmstadt e Rheinland (Renânia). As terras foram arrendadas para Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um sistema de foro e laudêmio (enfiteuse) pago aos herdeiros de Dom Pedro II até hoje. Estes primeiros imigrantes chegaram em Petrópolis no ano de 1837.

Na tabela abaixo vê-se a origem dos imigranes no século XIX

 




Raming e Linden em Piraí 
em função do Desenvolvimento da 
ECONOMIA DE PIRAÍ


A família de João Henrique Raming e Marianna Linden se radicou em Piraí possivelmente pelo casamento de João Linden e aos negócios dos Raming no vale do Paraíba.
No que diz respeito à localidade de Piraí, Alberto Ribeiro Lamego, utilizando-se das informações fornecidas por Monsenhor Pizarro, destaca que, no ano de 1787, residiam na região de Piraí, 378 pessoas, em 54 fogos.  (LAMEGO, Alberto Ribeiro. O Homem e a Serra. Rio de Janeiro. Ed IBGE, 1963. pg 135-138).  Havia cerca de 128 escravos dedicados, parcialmente, a agricultura ainda diversificada, onde
 o elemento principal, era o cultivo da cana-de-açúcar, para a produção de açúcar e aguardente.

Lançamentos Comerciais da Freguesia de Piraí – 1839 cx 01 (1839-1884)  Quando da elaboração do Lançamento Comercial do ano de 1839, a Vila de Piraí era composta unicamente pela Freguesia de Piraí, não existindo ainda as demais Freguesias que passaram a integrar o Termo desta Vila no decorrer do oitocentos. A freguesia de Arrozal seria criada somente no ano de 1841, enquanto as demais Freguesias integrantes da Vila de Piraí, denominadas de Dores do Piraí e São João do Turvo, seriam criadas depois.






























































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